Operação contra pirataria bloqueia aplicativos de TV pirata e tem buscas até no metaverso

 


A quarta edição da “Operação 404” contra a pirataria digital foi lançada nesta terça-feira (21) por policiais civis de 11 estados, resultando no bloqueio de centenas de sites e aplicativos que foram veiculados ilegalmente. A ação também marcou a conclusão da primeira missão no metaverso.


Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a nova fase da operação se concentrou em aplicativos ilegais de streaming de música, que já foram baixados mais de 10,2 milhões de vezes. Estavam disponíveis em plataformas falsas de artistas como Alok, Marília Mendonça, Xande Aviões e Aline Barros.


A agência relata o bloqueio de 461 aplicativos ilegais, 75% dos quais conseguiram roubar dados de usuários, especificamente registros bancários, e-mails e senhas. Houve também a eliminação de 266 sites e a exclusão de 15 perfis de redes sociais que trabalhavam na busca de pessoas interessadas em consumir o conteúdo.


Além disso, esta reprise da Operação 404 levou à apreensão de caixas de TV Box usadas para  transmissões piratas e carregadas de malware para roubar informações pessoais. As autoridades também desativaram quatro canais de transmissão online e tiraram 90 vídeos do ar.


Operação atuou também no metaverso

Outra coisa que  chamou a atenção da ação de combate ao crime de propriedade intelectual foram as buscas no Metaverso. De acordo com o ministério, os criminosos estão usando a plataforma de realidade aumentada  para promover aplicativos ilegais e sites de streaming  em eventos online, atraindo cada vez mais clientes.


Fora do ambiente virtual, a polícia executou 30 mandados de busca e apreensão em 11 estados, além de outros 53 no Reino Unido e seis nos Estados Unidos. Pelo menos 10 pessoas foram presas durante a operação, que incluiu também celulares, estruturas de servidores, computadores e discos rígidos.


Segundo o MJSP, a violação de direitos autorais no mercado interno causa um prejuízo de R$ 15 bilhões por ano. Quem cometer este crime pode ser condenado a dois a quatro anos de prisão e multa, tendo os encontrados ainda a possibilidade de serem indiciados por organização criminosa.


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